quarta-feira, 1 de abril de 2015

27 DE MARÇO, DIA MUNDIAL DO TEATRO.


DIA MUNDIAL DO TEATRO

         Vinte e sete de março é internacionalmente comemorado como o Dia Mundial do Teatro. Retrocedendo no tempo, anterior ao período cristão e que marca o nosso atual calendário, vamos encontrar a Grécia Antiga, palco florescente de todas as artes, em especial a arte cênica. Talvez por falta de um material mais consistente que remonte aos tempos de Téspis, encenador e dramaturgo que se ocupava de uma carroça para concretizar seus espetáculos em praças públicas, de uma cidade para outra, os grandes historiadores do teatro se concentram na tragédia grega como o ponto inicial dessa arte que até hoje sobrevive a todas as guerras e dificuldades.
            Para alguns desses historiadores, a tragédia teria nascido de um culto, junto ao altar de algum deus, e que seria uma das maravilhas espirituais do mundo marcando a união de drama e povo, afirmando e fortalecendo a Grécia de então. Para eles, drama tem o significado de ação e, entre todas as ações dramáticas, a tragédia seria a jóia de maior preço. Dificilmente existirá um poeta, um filósofo, um estadista ou um sábio, que não se tenha detido alguma vez, demoradamente, com seu pensamento, analisando a essência da tragédia, porque com certeza sentiu na própria vida os perigos que enfrentou quando, ao se empenhar em grandes tarefas, cruzou com a incerteza, a contingência de uma idéia em que se empenhara.
            Sentiram, que não chega aquilo que na terra nos é oferecido como compensação de aflições íntimas. Sentiram muito mais: a divindade que não responde ao suplicante, por que não se pode colocar em palavras aquilo que ela poderia nos responder, já que as palavras não passam de uma invenção humana, e nada mais são do que metáforas. A divindade nos deixa apenas pressentir que existe, quer seja através das palavras elevadas dos fundadores das várias religiões e dos profetas, da linguagem dos poetas e escultores, da música e seus compositores ou do sucesso de um feito concretizado com coragem e amplitude de responsabilidade, ou mesmo, de um fracasso resultante da extravagância e da irresponsabilidade humana.
            Tudo isto alimentou a tragédia antiga, a cujo campo pertencem os conflitos entre a moral e a paixão, a lei e o direito natural, a medida e o orgulho, entre o conhecimento e um impulso inconsiderado que nos tenta levar às estrelas. Da hipertrofia do eu, que resultam as exigências que visam o mundo e raras vezes serão satisfeitas. E, de contrários duros e inexoráveis, nasce a tragédia, a flor escura e turva onde as gotas do orvalho são lágrimas de um deus compassivo.
            Na decorrência desta criação artística do homem, seguiram-se as várias nuances da arte cênica, desenvolvidas através da comédia grega, do teatro greco-romano, dos mistérios medievais, o drama do renascimento e a comédia dell´arte, o drama pastoril e os dramas populares, o drama shakespeariano, o mimo, a ópera barroca, o teatro popular do barroco, a dramaturgia francesa de Racine, Corneille, Moliére, o drama alemão do iluminismo, a dramaturgia revolucionária do romantismo e do realismo, a dramaturgia burguesa, o drama social, o expressionismo e tantas outras vertentes desta arte que retrata o cotidiano das nações e da raça humana.
            Pelo tanto de história, e pelo valor que representa na formação e educação cultural da sociedade, brindemos neste 27 de março a mais um Dia Internacional do Teatro, aproveitando para orar aos nossos governantes no sentido de que, dediquem parte do seu tempo a promover a produção cultural deste país. Como dizia Garcia Lorca, “um povo que não ajuda ou não fomenta seu teatro, se não está morto, está moribundo.”

CARLOS PINTO
Jornalista
Presidente do Instituto Cultural de Artes Cênicas do Estado de São Paulo
(24/03/03)


O CAFÉ E A DENGUE - IMPORTANTE.



Uma cientista paulista, a bióloga Alessandra Laranja, do  Instituto de Biociências da UNESP, durante a pesquisa de mestrado, descobriu que a  borra de café produz um efeito que bloqueia a postura e desenvolvimento do    AEDES AEGYPTI ( DENGUE).
O processo é extremamente simples:
O mosquito pode ser combatido colocando-se borra de café nos pratinhos de coleta de água dos vasos, nos pratos dos xaxins, dentro das folhas das bromélias...   e o café que é produzido todos os dias, em praticamente todas as casas, o custo é Zero.
O único trabalho é o de colocá-la nas plantas, e jogá-la sobre o solo do jardim e quintal.
Os especialistas em saúde pública, entre elas médicos sanitaristas estão saudando a descoberta de Alessandra, uma vez que, além da ameaça da dengue tipo 3,possível de acontecer devido às fortes tempestades de final de ano, ainda surge outra ameaça proveniente do exterior:  a dengue tipo 4.
Conforme explica a bióloga,  500 microgramas de cafeína , por mililitro de água bloqueia
o desenvolvimento  da larva no segundo, de seus quatro estágios  e reduz o tempo de vida
dos mosquitos adultos.  Em seu estudo ela demonstrou  que a cafeína da borra de café
altera as enzimas ESTERASES responsáveis por processos fisiológicos fundamentais com                o metabolismo hormonal.

“Quem denuncia salva”
           ...Juntos somos mais fortes...
                   Texto técnico enviado por :
                                        Luciana Rocha Antunes
                     Bióloga Especialista em Gestão Ambiental
                     Imagens:  Google                

segunda-feira, 9 de março de 2015

MORRE INEZITA BARROSO.


Aos 90 anos de idade, morre  Ignez Magdalena Aranha de Lima , conhecida como Inezita Barroso, no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, onde estava internada desde o dia 19 de fevereiro. Vítima de insuficiência respiratória, a famosa cantora deixa o programa "Viola, Minha Viola", da TV Cultura, no qual prestigiava a canção sertaneja de forma inconfundível. Trazia às câmeras os líderes cancioneiros do gênero sertanejo para gáudio dos seus fieis espectadores.

O velório de Inezita será realizado nesta segunda-feira  na Assembléia Legislativa de São Paulo e o sepultamento ocorrerá às 17 horas no Cemitério Gethsêmani, na Capital.

quinta-feira, 5 de março de 2015

TURISMO: Castelo de Garcia d'Ávila - Casa da Torre - Bahia.


A Casa da Torre de Garcia d'Ávila, o Castelo de Garcia d'Ávila, é uma construção hoje em ruínas, localizada no município de Mata de São João - Praia do Forte, a cera de 60 km de Salvador, na Bahia. Foi erigida entre 1551 e 1624 ao comando de Garcia d´Ávila e Francisco Dias d´Ávila. Trata-se da primeira edificação portuguesa no Brasil, o único castelo feudal das Américas. Foi sede do maior latifúndio feudal do mundo que teve 800 mil quilômetros quadrados. O Castelo foi tombado em 1938.
Podemos dizer que a Casa da Torre fez-se o começo de herdeiros no estilo feudal, na capitania da Bahia no século XVI. Durante 250 anos, cresceu nas gerações dos senhores da região nordeste brasileira. Guerras contra índios, os quais eram vencidos e escravizados para trabalharem nos engenhos de açúcar, nas criações de bois, cavalos e mulas, contribuíram para a expansão do seu poderio político e militar, principalmente no período colonial.

No estilo manuelino, feitio arquitetônico e decorativo que se desenvolveu em Portugal no fim do séc. XV e princípio do séc. XVI. a Casa da Torre na verdade era uma espécie de mansão senhorial, para sede dos domínios de Garcia d´Ávila. Compunha-se de moradias e defensas, capela e um baluarte vigilante do qual quando necessário ardiam fogos sinaleiros. A capela está perfeita nos dias de hoje.


O último morador da Casa da Torre foi o Visconde da Torre de Garcia D´Ávila.

Eu estive lá. Posso garantir que a emoção é grande quando adentramos nas ruínas do Castelo.  A vista pelo andar superior  é maravilhosa.  Imaginemo-nos habitantes daquele lugar e o deslumbramento que o olhar panorâmico pode oferecer é grande. Vá à Bahia, conheça a Praia do Forte - lindíssima, e seja momentaneamente morador da Casa da Torre.

Maquetes de como seria a Casa da Torre

Texto e fotos de Roberto Villani

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

NEY VILELA RETORNA À ADMINISTRAÇÃO ALTOMANI.


O professor Ney Vilella será o novo presidente da Fundação Educacional São Carlos (Fesc). A nomeação está prevista para ser publicada no Diário Oficial desta terça-feira, 10. Ele assume o lugar deixado por Nelson Lourenço, que deixou o posto no último dia 27 de janeiro.
A reportagem do Primeira Página conversou, por telefone, com o futuro nomeado na tarde de ontem. Ele preferiu não atravessar o anúncio do prefeito, mas ressaltou que gostaria de voltar a São Carlos com o intuito de ajudar Altomani. Vilella reside atualmente em Jaú.
O professor iniciou um trabalho no grupo do prefeito Paulo Altomani ainda no governo de transição. À época, final de 2012, era dada como certa a inserção de Vilella na Secretaria de Educação, o que não ocorreu. Ele foi para a Coordenadoria de Artes e Cultura, local em que permaneceu até outubro de 2013.
  • Escrito por  Fábio Taconelli

 

POPULISMO TEM CUSTO!


O polêmico economista Roberto Campos, há mais de meio século, formulou uma interessante definição para populismo: “O populismo é a arte de distribuir riquezas antes de tê-las produzido.”

Após 2002, o governo brasileiro distribuiu recursos (sob a forma de aumentos salariais muito acima da inflação, bolsas para ampliar a rede de proteção social, ampliação do crédito e construção de casas populares), sem tê-los criado ou, sequer, expropriado. Afinal, nem ocorreu aumento de produtividade (e consequente geração de riqueza), nem diminuíram (muito ao contrário) os lucros dos grandes empresários e banqueiros.

De onde, então, surgiu o dinheiro? O primeiro passo foi o de se ampliar os gastos públicos, injetando-se recursos na economia, em geral, e nas contas dos bolsistas, em particular. O BNDES elegeu algumas empresas “campeãs”, que receberam empréstimos com juros subsidiados (e sem necessidade de demonstrar que poderiam honrar a dívida contraída). E a CAIXA irrigou os programas de distribuição de donativos (donativos sim, pois não havia contrapartida dos “bolsistas”) e os programas habitacionais.

Como não houve planejamento nesses desembolsos, o retorno dos recursos sob a forma de crescimento sustentado da economia não ocorreu. Os empréstimos do BNDES transformaram-se em vergonhosos episódios de falências fraudulentas e o dinheiro entregue aos bolsistas acabou incentivando o consumo de produtos importados, uma vez que as empresas brasileiras (encalacradas com os impostos, a falta de infraestrutura e os custos da energia) não tinham condições de atender ao mercado.

Injetar dinheiro na economia, sem produzir riquezas, produz inflação. E o governo petista decidiu escondê-la: a cotação do dólar foi mantida artificialmente baixa (mantendo baixos os preços dos importados no mercado interno, o que destruiu de vez a competitividade do empresário nacional); alguns produtos manufaturados receberam isenções fiscais (aumentando o déficit público); o preço dos combustíveis e da energia elétrica foram represados.

Para evitar aumento nos preços dos combustíveis, a PETROBRAS foi assaltada pela militância partidária petista, asfixiando a empresa a partir dos cargos de diretoria e do conselho administrativo. Claro, aproveitaram-se da situação para fazer caixa para o partido, para a base aliada e também mandar uns trocados para contas bancárias no exterior...

As empresas de eletricidade foram descapitalizadas, por conta da redução das tarifas de consumo de energia, ficando sem condições de investir na manutenção de linhas e no aumento de produção. O resultado, desesperador, é a produção insuficiente que só não se transformou – ainda – em racionamento graças à produção termoelétrica que gera energia 300% mais cara.

Como sair dessa situação? A resposta é teoricamente fácil, mas sua implantação é impressionantemente difícil: o governo precisa arrecadar mais e gastar menos. Precisa cobrar mais impostos e parar de desperdiçar dinheiro. O problema é que (com as graves deficiências de infraestrutura) os pequenos e médios empresários não conseguiriam sobreviver ao aumento da carga tributária. E as classes médias, totalmente desassistidas pelo governo, não admitem mais impostos.

Do outro lado, o governo não sabe economizar e não pode abandonar os programas de proteção social (seja por motivos humanitários; seja por necessidade eleitoral).

Pois é, populismo tem custo! Quanto? As ruas dirão.

Ney Vilela
Coordenador Regional do Instituto Teotônio Vilela de Estudos Políticos
Membro da Academia Jahuense de Letras
Membro da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação
Membro do Instituto Cultural de Artes Cênicas do Estado de São Paulo
Membro dos Estudos Pós-Graduados em História (Cultura e Representação) da PUC-SP
Professor de Teorias da Comunicação  e de História do Brasil Contemporâneo da Fundação Raul Bauab - Jahu

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

MARAVILHA! SERÁ QUE NO BRASIL...

Um Banco canadense resolve agradecer aos seus clientes. Criaram uma máquina de atendimento que interage com os clientes, falando com eles, oferecendo-lhes presentes etc. Maravilha. Será que no Brasil seria possível acontecer algo parecido?



O GOLPE DA GRAVIDEZ NO IMPÉRIO.


            Eu sabia que o golpe da gravidez é prática safada de alguns anos para cá. Estava enganado. O lance sem-vergonha da mulherzinha que finge apaixonar-se por homem endinheirado é coisa muito antiga. A  fulana entrega-se a um astro (artista, desportista, político etc), engravida e, em seguida ao nascimento do bebê, aplica o golpe: cobra caríssimas pensões para os seus rebentos. Na verdade, o dinheiro não é bem para o custeio da educação do filho, embora parte dele seja para isso mesmo, mas para as próprias despesas do luxo no qual viverão a partir daí.
            Mas eis o registro mais antigo desse golpe criminoso; 1828. Conta-nos a História, com certas reservas, que D. Pedro I era useiro e vezeiro nas conquistas femininas. Isso todos nós sabemos. Que costumeiramente engravidava a esposa e, ao mesmo tempo, mulheres das mais diversas camadas sociais. Enquanto foi sexualmente ativo, D. Pedro I fez vinte e oito filhos, dez na própria esposa e dezoito em esposas dos outros e em impudentas raparigas da vida fácil. Soubemos que uma quituteira negra do Palácio de São Cristovão engravidou do Imperador e uma freira, na Ilha Terceira. Tirso de Molina, lá pelos idos de 1615 mais ou menos, criou o lendário Don Juan, personagem libertino escrito por inúmeros autores. Se fizéssemos um paralelo entre  Don Juan e D. Pedro I, este seria mais persuasivo galanteador.
            Mas reportar-me-ei ao caso mais estrepitoso do nosso Imperador. Em 1828, no Rio de Janeiro, a Rua do Ouvidor era a mais importante, pois lá havia muitas refinadas casas comerciais, na maioria de franceses. De passagem vindo de São Cristovão para o Paço da Cidade, D. Pedro I sempre transitava pela famosa rua em sua imponente carruagem imperial. Naquelas oportunidades, observava atentamente o animado comércio, com indisfarçável interesse nas modistas francesas ali estabelecidas.  conta-nos historiadores que o Imperador marcou presença amorosa com muitas dessas moçoilas.
            Magnífico observador do mulherio oriundo da França, D. Pedro I, num instante, pôs olhos na casa número 98, defronte à Rua Nova do Ouvidor. Naquele local, a empresa de Bernardo Wallenstein & Companhia, que cuidava de modas e papéis pintados. Evidentemente, ele não estava interessado nos produtos da empresa, mas na belíssima Dona Clemência Saisset, esposa do senhor Pierre Joseph Félix Saisset, sócio de Bernardo. Esta senhora, modista, tinha apenas vinte e cinco anos e  já mãe de dois filhos. Nas idas e vindas pelo local, D. Pedro I notou olhares sedutores da moça e, não teve dúvidas, planejou estratégico plano para levar ao sucesso a inevitável conquista. Contratou Pierre, marido de Dona Clemência, para colocar os papéis pintados nas paredes de todo o Paço de São Cristovão. Assim, enquanto Pierre ocupava-se com a tarefa contratada, D. Pedro I cuidava-lhe da esposa. Trabalho lá, traição cá.
            Certo dia, Pierre voltou para casa antes do horário habitual. Surpreso, encontrou o Imperador completamente nu em sua própria cama...
            - Tadinho, querido, ele tomou um violento tombo do seu cavalo e eu o trouxe para casa, tirei-lhe a roupa para aplicar-lhe massagem de socorro...
            Pierre fingiu acreditar. Imaginou as grandes vantagens lucrativas com a situação. Para começar, D. Pedro I autorizou-o a colocar faixa na fachada da sua empresa com os dizeres: "FORNECEDOR DA CASA IMPERIAL".
            "Olha o golpe aí, gente!" O previsível sempre acontece. Dona Clemência engravidou de D. Pedro I. Situação deveras constrangedora para o Imperador, que não encontrou outra solução para minimizar os efeitos do escândalo senão indenizar a peso de ouro Pierre. No dia 30 de dezembro de 1828, mandou o casal Saisset para a Europa. Dona Clemência recebeu vários presentes, um saque de setenta e cinco mil francos e um título de pensão vitalícia. O pequeno ser nascido do espúrio amor teria sua educação total paga com mesada régia. O menino nasceu em Paris, no dia 23 de agosto de 1829, batizado com o nome de Pedro Alcântara Brasileiro, registrados oficialmente como pai e mãe Pierre Saisset e Dona Clemência Saisset.
            Curiosamente a história ganharia proporções hilárias. O casal não escondeu a verdadeira paternidade do menino. O próprio Pierre bazofiava sobre o fato do rebento ser filho do imperador do Brasil. E para comprovar o que afirmavam, Dona Clemência divulgava na sociedade francesa toda a correspondência amorosa entre ela e D. Pedro I.
            Assim, deixo aqui um conselho aos rapazes endinheirados que se julgam irresistíveis: o golpe da gravidez é implacável. Cuidem-se!

Roberto Villani




quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

3a MOSTRA DE TEATRO EM DESCALVADO, SP



Nos dias 1, 2 e 3 de maio próximos, o grupo teatral GALHOFAS estará apresentando a já tradicional Mostra de Teatro em Descalvado, a 3a. Segundo o César e a Ana Carolina, integrantes desse excelente grupo, em visita ao meu gabinete, a Mostra deste ano selecionou belos espetáculos de rua. E me prometeram entregar o roteiro para divulgação dentro de alguns dias. A Divisão Municipal de Cultura estará apoiando o evento.
O Grupo Teatral Galhofas é de alta qualidade artística, orgulho da cidade de Descalvado. Precisa do apoio da população.
Roberto Villani
Diretor Municipal de Cultura
Descalvado, SP


segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

DRICA MORAES, A CORA DE "IMPÉRIO", DEIXA A NOVELA.

Estou realmente triste. Drica Moraes deixa a novela Império, da Globo por motivos de cautela em razão da sua saúde. Não mais terei a oportunidade de assistir a magistral interpretação dessa atriz no papel de Cora.  Assim Alexandre Nero falou sobre a Drica:
                “Contracenar com a Drica Moraes é tão engrandecedor, tão definitivo, pela atriz e pessoa doce-gentil-diaba-profissional-desgraçadamentengraçada que fica difícil falar algo sobre a ausência dela na novela que não seja “melhore logo, e se der volte”, seja como Cora, Coralina, Carolina, Creolina, uma cobra ou mesmo Zé Alfredo. "
            Aguinaldo Silva, o excelente autor, substituiu a Drica Moraes pela atriz Marjorie Estiano, a mesma que fez Cora na primeira parte da novela. Marjorie é também dotada de qualidade como atriz, mas...

            Roguemos a Deus pela manutenção da saúde da Crica Moraes, para que num futuro próximo possamos revê-la em plena ação dramática na televisão, nos palcos, no cinema.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

NATAL NO BOSQUE, PELO GRUPO CULTURAL REGINA PACIS.



O Grupo Cênico Regina Pacis estreia o espetáculo NATAL NO BOSQUE no próximo domingo, dia 16 de novembro às 17h30 no Teatro Martins Pena (Praça Marques de Alegrete, 44 - Vila Gonçalves - S.B.Campo). O texto e a direção de Hilda Breda,  mostra um grupo de animais da fazenda que se dirigem ao bosque para presenciar um grande acontecimento. O Papagaio, o Galo, o Boi, o Burro e a Ovelha se encontram com o Macaco e a Onça e, juntos se dirigem à uma gruta. Logo depois chegam os Anjos, José e Maria que está grávida. Em seguida, ela fala  que chegou o grande momento.

O elenco é formado por 18 atores: Ana Maria Medici (Papagaio), Adriana Victorino (Ovelha),Emeri Guglielmetti(Burro), Fatima Lucas(Boi), Luiz Carone (Galo), Marcela Andreza(Onça), Reginaldo Lucas (Macaco), Inara Braz (Maria) , Chico Braz (José) e Ana Luize Brandão, Andrea Picon, Artur Picon, Fabricio Carone, Lorena Girodo, Rafael Girodo, Robson Mariotto, Thainá Fernandes (Anjos)
O Regina Pacis , grupo de teatro criado há 52 anos, em  São Bernardo, além de não deixar de produzir espetáculos adultos e infantis que excursionam durante todo o ano,  mantém uma tradição de, na época natalina, produzir um espetáculo que termina com um presépio ao vivo.
A apresentação tem 45 minutos e a indicação etária é livre. A entrada é franca.




quarta-feira, 5 de novembro de 2014

TRIBUTO A UM GRANDE AMIGO.


            Consistido na expressão bíblica "Muitos serão chamados, poucos serão escolhidos" (Mateus 22.14), atrevo-me à corruptela "Muitos selecionados, poucos eleitos". Quero dizer, muitos amigos pela vida à fora... Considerar alguém como amigo é fácil, até corriqueiro. Algumas ações solidárias, parceiras, já pode qualificar uma pessoa como amiga. Mas essa qualificação não identifica a amizade como autêntica. As tais chamadas almas irmãs. Selecionamos, então, como amigos, aqueles que nos dão tapinhas nas costas, nos abraçam com frequência, nos cumprimentam em efemérides especiais, mas... Contudo, elegemos os empáticos, aqueles que visitam com frequência as nossas carências e abastanças, parceiros das nossas vidas, almas irmãs que proclamam a amizade acima dos interesses próprios. Que jamais, jamais, apontarão na nossa direção a inveja, o egoísmo, a parcialidade como armas dissimuladas.
            Roberto Fernandes Peres, jornalista e diretor artístico, trabalhou no jornal santista Cidade de Santos como Editor de Variedades. Comandava o setor de artes do jornal, através do qual apoiava todo e qualquer artista, de qualquer modalidade. Esteio incondicional à Cultura de Santos e da Região por muitos anos, desde 1967. Foi jornalista colaborador do jornal Última Hora e crítico de dança do jornal A Tribuna de Santos.
            Em agosto de 1970, fiz parte da Comissão Julgadora do  VIII Festival Estadual de Teatro Amador de São Paulo, realizado na cidade de Santos-SP. Durante a festa de encerramento do festival, quando da entrega dos prêmios, no dia 31, fiquei entusiasmado com a vibração do público na agitação das torcidas. E esse entusiasmo determinou-me à realização de um festival de teatro mas somente para crianças. Movido por toda uma carga de objetivos antigos em relação ao teatro e a criança, eu queria ver toda aquela vibração numa plateia exclusivamente infantil.
            - Eu vou organizar um festival de teatro só para crianças. - disse à moça que estava sentada ao meu lado. Essa jovem era a querida Maria Alice, esposa do Roberto Peres. Então, após o evento, na saída, nos conhecemos. Em janeiro do ano seguinte, realizei o Primeiro Festival de Expansão do Teatro Infantil, promoção pioneira. O jornal Cidade de Santos apoiou totalmente o evento sob o comando do Roberto Peres. Foi o início de uma amizade empática, parcerias de almas irmãs.
            Roberto Peres foi diretor do Corpo Estável de Dança da Secretaria da Cultura de Santos de 1991 a 1996. Comandou a encenação da Fundação da Vila de São Vicente no ano 2000. Dirigiu de forma magistral em 2009 o espetáculo Kasato Maru em comemoração aos cem anos da Imigração Japonesa no Brasil, no Teatro Coliseu em Santos.
            Desde 1966, eu mantinha um projeto de teatro denominado TERV Teatro Educativo de Roberto Villani. Grupo amador, que atuava de forma variada e voluntária  em toda a Baixada Santista e na região de São Paulo. Os nossos atores apresentavam em escolas, clubes, entidades assistenciais, teatros etc, peças teatrais, shows, canto coral e performances diversas. Sempre, mas sempre mesmo, repórteres e fotógrafos do Cidade de  Santos punham-se presentes, com matérias importantíssimas à divulgação do nosso trabalho.
            Em 1993 e 1995, Roberto Peres foi curador das Bienais de Artes Visuais de Santos. Nessas ocasiões, recebeu prêmios da Associação Paulista de Críticos de Arte de melhores mostras fora da Capital. Nessa mesma área artística, atuou como coordenador cultural da Pinacoteca Benedicto Calixto de 1993 a 1995. Também foi coordenador do Salão de Arte Jovem do Centro Cultural Brasil Estados Unidos, de 1998 a 2004.
            A partir de 1972, passei a escrever para a coluna Histórias do Tio Villani no periódico Escolinha, editado pela empresa PRODESAN - Progresso e Desenvolvimento de Santos sob a supervisão da Secretaria de Educação de Santos. Esse jornalzinho era distribuído a todos os alunos das escolas municipais da cidade. Quem me abriu as portas para esse trabalho foi Roberto Peres, que exercia alguma função jornalística na PRODESAN.
            Professor, diretor, carnavalesco, e tantas outras atividades ligadas à arte, à cultura, a grupos de teatro, fizeram de Roberto Peres personalidade marcante, inconfundível,  na Baixada Santista. Participamos juntos em diversos eventos culturais,  inesquecíveis parcerias. Perdemos os contatos mais frequentes quando mudei para Descalvado. Nosso último encontro ocorreu em julho de 2011, quando ministrei curso de teatro para a educação pela Prefeitura de Santos. Roberto Peres veio ao meu encontro no palco do Teatro Guarany para um abraço, o último. Era diretor da Escola de Artes Cênicas "Wilson Geraldo", da Secretaria de Cultura de Santos. Faleceu no dia 3 de novembro, deixando a esposa Maria Alice, os filhos Lucas e Roberta e a neta Rosa.
            Nosso eterno aplauso.

Roberto Villani